Chuva deixa mortos, desabrigados e interdita estradas no litoral de São Paulo
Ao menos 40 pessoas morreram em meio as fortes chuvas que atingiram o litoral de São Paulo entre a noite de sábado, 18, e a madrugada deste domingo, 19. Somente em São Sebastião são 39 mortes confirmadas. Outra vítima é uma menina que morreu em Ubatuba. Até o início da tarde desta segunda-feira, 20, 1.730 pessoas estavam desalojadas, 766, desabrigadas e 40 desaparecidas.
Cinco pessoas estão internadas em estado grave no hospital regional em São Sebastião. Ao todo, 18 pessoas feridas foram atendidas no local. Desse total, 13 eram adultos, e cinco, crianças. Onze tinham o estado de saúde considerado estável pelos médicos e dois haviam recebido alta até a tarde desta segunda-feira, 20, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde.
O temporal inundou casas, interditou rodovias e provocou deslizamentos em Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Bertioga. A Defesa Civil decretou estado de calamidade pública após mais de 600 milímetros de chuva em 24 horas.
Entre as vítimas identificadas estão: uma criança morreu ao ser atingida pelo deslizamento de pedras em Ubatuba. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma pedra deslizou sobre uma residência na Rua Benedito Alves da Silva, no bairro de Perequê-Açu. A outra é uma mulher de 40 anos, identificada como Fabiana de Freitas Sá, que teve a casa atingida por uma árvore.
O governador Tarcísio de Freitas (PRB) decretou luto de três dias a começar por essa segunda-feira, 20, pot homenagem às vítimas das chuvas no litoral do estado. O político já tinha acionado calamidade pública por 180 dias em seis municípios do litoral norte de São Paulo.
“Fica declarado luto oficial no Estado, por 3 (três) dias, em manifestação de profundo pesar pelas vítimas das fortes chuvas que atingiram os Municípios de Bertioga, Caraguatatuba, Guarujá, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba nas últimas horas”, afirma o decreto.
Em São Sebastião, as chuvas causaram alagamentos na área urbana e em praias afastadas do centro. No Itatinga, casas foram inundadas e carros foram arrastados pela correnteza.
Houve deslizamentos na travessa Antônio Tenório e os moradores foram removidos para um abrigo montado na Escola Municipal Patrícia Viviane. Em Juquehy, as casas foram tomadas pela água com lama. Muitos moradores deixaram os imóveis e se abrigaram em casas de vizinhos.

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