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Defesa de Silvinei Vasques diz que delegado do caso foi induzido ao erro ao determinar prisão preventiva
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Foto: Internet / Reprodução -
Segundo advogados do ex-diretor-geral da PRF, documentos enviados à PF pela defesa não foram analisados ainda
A prisão preventiva do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, tomou um novo rumo com as alegações dos advogados Eduardo Nostrami e Marcelo Rodrigues, responsáveis pela defesa do ex-dirigente. Na noite da quinta-feira (10), os advogados afirmaram que o delegado Flávio Vieitez Reis, responsável pelo caso, foi "induzido ao erro" ao determinar a prisão preventiva, alegando que não há elementos suficientes para justificar tal medida.
Segundo Nostrami, a defesa percebeu indícios de possível perseguição política contra Silvinei, destacando que enviaram mais de 300 documentos relacionados ao caso à Polícia Federal (PF) há cerca de 2 meses. No entanto, esses documentos ainda não teriam sido analisados pelo delegado Flávio Vieitez Reis. O advogado afirmou que se o delegado tivesse acesso a esses documentos, a prisão preventiva não teria sido solicitada.
A defesa está convicta de que a análise desses documentos resultará na libertação de Silvinei. O advogado Marcelo Rodrigues acrescentou que acredita que, após a leitura dos documentos, o próprio delegado poderá solicitar a revogação da prisão preventiva junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso envolvendo Silvinei Vasques remonta à sua prisão preventiva em relação a uma investigação sobre suposta interferência do ex-diretor-geral nas operações da PRF. Durante sua gestão, a PRF conduziu 514 operações relacionadas ao transporte público de eleitores para as seções eleitorais, mesmo após uma proibição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.
Segundo a Polícia Federal, houve uma desproporção nas operações de fiscalização entre as regiões do Nordeste e as demais regiões do país. Essa desproporção gerou alegações de que as operações estavam sendo direcionadas para favorecer determinado grupo político, especialmente devido à inclinação política do Nordeste.
A defesa de Silvinei argumenta que, por ser um subordinado, ele estava sujeito a cumprir determinações independentemente de suas preferências políticas pessoais. O caso continua a atrair atenção, levantando questionamentos sobre a influência política nas operações da PRF e a legalidade das ações tomadas durante o período em questão.

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