Grupo de Dança de Rua do Brasil prestigia o Festival e destaca os 50 anos do hip-hop

  • Foto: Nilson Bastian - visita no Museu da Dança de Joinville de integrantes do Grupo de Dança de Rua do Brasil e do Projeto Social Dança de Rua da Secretaria de Cultura de Santos

O grupo ganhou projeção após o sucesso da coreografia e continua encantando o público até hoje

Era o ano de 1998, e uma apresentação no 16º Festival de Dança de Joinville, que estreava no palco do Centreventos, entrou para a história. Foi quando o Grupo Dança de Rua do Brasil, de Santos (SP), fundado em 1991 pelo coreógrafo Marcelo Cirino, apresentou a coreografia “Homens de Preto”.

A criação de Cirino recebeu a nota máxima e se transformou em uma das principais marcas registradas do grupo, com aplausos emocionados em outros eventos Brasil afora até hoje. Vinte e cinco anos depois, nesta quinta-feira, 27 de julho, Cirino voltou ao evento e à cidade que deram a largada para consagrar o Dança de Rua do Brasil e o street dance no País.

Além de prestigiar a programação da 40ª edição do festival, a vinda a Joinville de Marcelo Cirino e de outros integrantes do grupo e do Projeto Social Dança de Rua da Secretaria de Cultura de Santos foi uma oportunidade de reverenciar os 50 anos da cultura hip-hop, com uma visita de alegres recordações ao Museu da Dança. O espaço localizado na rua Vargeão, 79, América, pertinho do Centreventos, mantém em exposição um dos trajes do icônico figurino de “Homens de Preto”.

A primeira vez do Dança de Rua do Brasil no Festival de Dança de Joinville foi em 1993. Ainda não existia o gênero Dança de Rua e o grupo se inscreveu no Jazz, mas já naquele ano incluiu alguns movimentos do que explodiria cinco anos depois com “Homens de Preto”, coreografia inspirada no filme de mesmo nome. A partir daí, o grupo e o street dance ganharam projeção e não pararam de atrair a atenção.

Além de faturar a nota máxima em 1998, o grupo ganhou seis títulos consecutivos no Festival de Dança. Conquistou, assim, o status de hors concours e cinco placas na Calçada da Fama do Centreventos. “Homens de Preto” ainda integrou a produção do filme “Xuxa Requebra”, em 2000, e foi exibida na abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007.

“A gente se consagrou no Festival de Dança de Joinville, quebrou um paradigma, surpreendeu a todos”, destacou Cirino. A cidade frequentemente faz parte do roteiro de viagens do Dança de Rua do Brasil, que costuma vir ao evento em datas emblemáticas. A última apresentação de “Homens de Preto” em Joinville ocorreu na Noite de Gala do 37º Festival de Dança, em 2019.

E as demonstrações recíprocas de paixão irão continuar. “Vêm novidades por aí”, aguçou Cirino.

visita no Museu da Dança de Joinville de integrantes do Grupo de Dança de Rua do Brasil e do Projeto Social Dança de Rua da Secretaria de Cultura de SantosFoto: Nilson Bastian

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