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Governo da Colômbia e Grupo Guerrilheiro ELN anunciam trégua após quase 60 anos de conflito
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Foto: DW / Reprodução -
Após décadas de conflito, o governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), o último grupo rebelde ativo no país, concordaram com uma trégua histórica. O anúncio marca um passo significativo rumo à paz e ao fim do conflito armado que assolou a nação sul-americana.
O ELN afirmou que suspenderá suas ações militares já nesta semana, antecipando um cessar-fogo total que entrará em vigor em 3 de agosto. O acordo terá a duração de 6 meses e, se mantido, será a trégua mais longa desde o início do conflito em 1964, que resultou na perda trágica de quase 500 mil vidas.
O anúncio do cessar-fogo bilateral ocorreu no mês passado, após a conclusão da terceira rodada de negociações de paz em Havana entre o grupo guerrilheiro e o governo colombiano. A expectativa é que o acordo traga uma trégua duradoura e um caminho viável para a reconciliação nacional.
Essa conquista é particularmente significativa para o presidente Gustavo Petro, que é membro do partido de esquerda e um ex-integrante do extinto grupo rebelde M-19. Desde o início de seu mandato, Petro tem se empenhado em alcançar a paz total no país, que há décadas enfrenta conflitos internos e derramamento de sangue.
No entanto, no contexto colombiano, ainda há ceticismo em relação ao sucesso desse acordo histórico. Logo após o anúncio da trégua, membros do ELN foram responsáveis pelo assassinato de três policiais, o que levanta preocupações sobre a efetividade e a estabilidade do cessar-fogo.
Após a data estabelecida para o início da trégua, o grupo guerrilheiro e o governo colombiano devem prosseguir com as negociações de paz na Venezuela, entre 14 de agosto e 4 de setembro. Essa fase crítica será fundamental para estabelecer os alicerces de um processo de paz duradouro e construir um futuro mais pacífico para a Colômbia.

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