Ministério Público de SP acompanha as investigações de mortes ocorridas em operação policial, na baixada santista

  • Foto: Bruno Escolastico / Estadão / Reprodução -

Governo de São Paulo e Ouvidoria da Polícia divergem sobre número de mortos na ação na Baixada Santista

A recente Operação Escudo realizada pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) em Guarujá, com o objetivo de prender o chamado "sniper do tráfico" após a morte do PM Patrick Bastos Reis, gerou controvérsias e questionamentos em relação ao número de mortos durante a ação.

De acordo com o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a operação resultou em pelo menos oito mortes. Entretanto, a Ouvidoria da Polícia de São Paulo relatou um número mais elevado, afirmando que dez pessoas foram mortas na ação que ocorreu na Baixada Santista.

A polêmica ganhou destaque durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (31), quando o secretário da Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, confrontou a informação da Ouvidoria e declarou que ela "não procede". No entanto, não foram fornecidos detalhes adicionais sobre os motivos que levaram à discordância nas estatísticas.

O desenrolar dos eventos começou no domingo (30), quando o governador Tarcísio de Freitas anunciou através das redes sociais que o suposto autor do disparo que tirou a vida do PM Patrick Bastos Reis, conhecido como "sniper do tráfico", havia sido capturado na zona sul da capital paulista. Na ocasião, ele expressou sua determinação em garantir que a justiça seja feita e ressaltou que nenhum ataque contra os policiais ficaria impune.


O que se sabe sobre o caso

Patrick Bastos Reis, de 30 anos, morreu na quinta-feira (27) durante uma operação na Baixada Santista, após ser atingido por um tiro à longa distância;

De acordo com a inteligência da polícia, o disparo que matou o soldado Reis foi feito a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade em Guarujá, na Baixada Santista. Os policiais foram atacados quando patrulhavam o bairro Vila Zilda;

A morte desencadeou uma grande operação policial no litoral nos últimos dias, depois de a morte do PM da Rota ter causado comoção entre os policiais. Participaram da ação 600 agentes de equipes especializadas das polícias Civil e Militar paulista;

No domingo (30), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nas redes sociais que o autor do disparo que matou Reis havia sido capturado na zona sul da capital paulista;

Em coletiva nesta segunda-feira (31), Tarcísio disse que a Operação Escudo deixou ao menos oito mortos. O número é questionado pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, que aponta 10 mortos na ação.


Tarcísio nega excesso da polícia

Ainda durante a coletiva, Tarcísio negou que tenha havido excessos na operação. “Não houve excesso. Houve uma atuação profissional, que resultou em prisões. E nós vamos continuar com a operação”, disse o governador;

Segundo o secretário da Segurança Pública estadual, Guilherme Derrite, o número de mortos informado pela Ouvidoria “não procede”;

Tarcísio também acrescentou que houve 10 prisões na operação: “Aqueles que resolveram se entregar à polícia foram presos, foram apresentados à Justiça.”


Ouvidoria vai pedir imagens das câmeras dos PMs

Em entrevista à CNN, o ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, disse que moradores da Baixada Santista denunciaram uma abordagem violenta por parte dos policiais que atuaram na operação em Guarujá;

Além disso, o ouvidor declarou que irá pedir as imagens das câmeras utilizadas pelos policiais. “Tem violações físicas, psicológicas, invasões de residência sem mandado judicial, policiais encapuzados invadindo residências e uma série de outros aspectos”, acrescentou.

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