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Inflação, desemprego, educação e saúde: quais os desafios de quem vencer as eleições em 2022?
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Terra -
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança neste sábado (7/5) a sua pré-candidatura em um evento para pelo menos quatro mil pessoas em Campinas (SP). Oficialmente, as campanhas só poderão começar em agosto, quando termina o prazo das convenções partidárias. Mesmo assim, o evento de Lula, líder das principais pesquisas de intenção de voto sobre as eleições presidenciais, vem sendo visto como uma espécie de "pontapé inicial" para a corrida eleitoral deste ano.
Enquanto parte dos pré-candidatos ainda não expôs de forma clara quais as suas propostas caso sejam eleitos, a BBC News Brasil procurou especialistas de diversas áreas para que eles apontassem quais são os principais problemas do Brasil que o vencedor ou vencedora das eleições presidenciais deste ano terá que enfrentar nos próximos quatro anos.
Os especialistas indicaram desafios em cinco áreas: economia, saúde, educação, segurança pública e meio ambiente. As áreas coincidem parcialmente com a hierarquia de preocupações indicadas pelos brasileiros em pesquisas de opinião pública.
O relatório mais recente divulgado pelo Datafolha sobre o assunto, em março deste ano, mostra que as maiores preocupações da população são: saúde (22%), violência e economia (15%), desemprego (12%), inflação (10%), e educação (9%).
Na área econômica, os principais desafios apontados foram o combate à chamada estagflação, (recessão associada a inflação alta), redução do desemprego e aumento da rede de proteção social. Na educação, os principais problemas são a melhoria da qualidade da aprendizagem no ensino fundamental e médio, combate à evasão escolar e aumentar o engajamento do aluno com a escola. Na área ambiental, o desafio é a redução das taxas de desmatamento na Amazônia.
O consenso entre os especialistas ouvidos é de que os desafios apontados são urgentes e, se não forem enfrentados por quem quer que esteja no comando do Palácio do Planalto a partir de 1º de Janeiro de 2023, o Brasil sofrerá consequências no curto, médio e longo prazos.

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