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EUA impõem tarifa adicional de 10% sobre importações e ampliam incerteza no comércio global
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Foto: Reuters/Carlos Barria -
Medida anunciada por Donald Trump entra em vigor nesta terça (24) e pode subir para 15%, gerando tensão com parceiros comerciais
Os Estados Unidos passaram a aplicar, a partir desta terça-feira (24), uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em listas de isenção. A medida foi oficializada por meio de comunicado da Alfândega e Proteção de Fronteiras e integra a nova política comercial anunciada pelo presidente Donald Trump.
A tarifa havia sido inicialmente proposta como uma taxa global temporária de 10%, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas anteriores justificadas por motivos de emergência. No entanto, Trump chegou a afirmar que elevaria o percentual para 15%, o que ainda não foi implementado.
Segundo o comunicado oficial, todas as importações não contempladas por isenções passam a sofrer a incidência adicional de 10% sobre o valor. A cobrança começou à meia-noite desta terça, ao mesmo tempo em que foram suspensas as tarifas anteriores, que variavam entre 10% e 50%.
Medida aumenta incerteza no comércio internacional
A nova política tarifária gerou dúvidas no mercado global, principalmente pela ausência de explicações claras sobre a manutenção da alíquota de 10% e a possível elevação futura para 15%. Segundo informações do jornal Financial Times, um integrante da Casa Branca indicou que o aumento ainda pode ocorrer, embora não haja confirmação oficial.
A medida está baseada na chamada Seção 122 da legislação comercial dos EUA, que autoriza o presidente a aplicar tarifas por até 150 dias em resposta a déficits considerados críticos na balança de pagamentos.
De acordo com o governo americano, o país enfrenta um déficit comercial anual de cerca de US$ 1,2 trilhão em bens, além de um déficit em conta corrente equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Reações internacionais
A decisão já provocou reações de importantes parceiros comerciais. O Japão solicitou garantias de que continuará recebendo tratamento equivalente ao previsto em acordos anteriores.
Já a União Europeia e o Reino Unido sinalizaram interesse em manter os termos dos acordos comerciais já estabelecidos com os Estados Unidos.
Na segunda-feira (23), Trump ainda alertou que países que recuarem de negociações recentes poderão ser alvo de tarifas ainda mais elevadas, aplicadas com base em outras legislações comerciais.
O cenário reforça a volatilidade no comércio internacional e amplia as tensões entre grandes economias, com possíveis impactos nas cadeias globais de produção e nos fluxos de exportação e importação.

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