Aprovação de Lula cai para 24% e atinge pior índice em seus mandatos

  • Foto: Adriano Machado / Reuters -

Pesquisa do Datafolha aponta aumento na reprovação do presidente e impacto de recentes crises no governo

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 24%, conforme pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14). Este é o pior índice registrado pelo instituto em todos os mandatos do petista como presidente da República. Paralelamente, a reprovação de Lula subiu para 41%, um patamar inédito para sua gestão. Outros 32% dos entrevistados consideram o governo regular.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 11 de junho, ouvindo 2.007 eleitores em 113 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em comparação com o levantamento anterior, feito em dezembro, a aprovação de Lula era de 35%, enquanto a reprovação estava em 34%. Outros 29% classificavam o governo como regular.

A pior avaliação de Lula pelo Datafolha até então havia ocorrido em 2005, durante a crise do mensalão, quando o percentual de ótimo e bom caiu para 28%. O resultado atual representa um novo recorde negativo para o presidente.

A queda na popularidade ocorre após polêmicas recentes, como a "crise do Pix", desencadeada pela decisão do governo de fiscalizar transações acima de R$ 5.000 pelo sistema de pagamentos. A medida gerou forte reação da oposição, que alegou a possibilidade de controle indevido e até taxção do Pix, levando o governo a revogar a decisão.

Outro fator que pode ter influenciado na queda de popularidade foi a alta nos preços dos alimentos. O governo federal anunciou discussões sobre estratégias para conter a inflação no setor, mas declarações de Lula e de integrantes do governo foram alvo de críticas e ironias da oposição, como a sugestão de substituir produtos caros por outros mais acessíveis, como trocar laranjas por frutas mais baratas.

Em meio às turbulências, o governo também passou por mudanças na Secretaria de Comunicação (Secom), com a saída de Paulo Pimenta e a nomeação de Sidônio Palmeira para o cargo. A troca foi interpretada como uma tentativa de reestruturação na estratégia de comunicação do governo.

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