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União Europeia veta entrada de turistas brasileiros com visto de residência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
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Foto: Pexels -
Turistas, incluindo brasileiros, no centro de uma disputa entre a UE e Portugal
Portugal se encontra no epicentro de uma controvérsia com a União Europeia (UE) devido à sua nova lei que concede autorização de residência "automática" para imigrantes dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A Comissão Europeia abriu um processo contra Portugal, alegando que essa política viola as regras da UE sobre a circulação de turistas, especialmente aqueles que possuem visto de residência da CPLP. A medida permite que cidadãos dos países da CPLP, incluindo o Brasil, vivam e trabalhem em Portugal por até um ano.
A lei em questão entrou em vigor em março deste ano e tem como objetivo facilitar a entrada e integração de imigrantes dos países da CPLP em Portugal. Além de Portugal e Brasil, a CPLP é composta por Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Com essa nova legislação, os cidadãos desses países podem solicitar uma autorização de residência que lhes permite trabalhar, estudar, alugar imóveis e viver em Portugal por até um ano.
No entanto, a Comissão Europeia argumenta que a concessão dessas autorizações de residência a cidadãos da CPLP não deve ser utilizada para fins turísticos em outros países da União Europeia. As regras da UE estabelecem um limite de 90 dias para turistas que visitam outros países membros, e a comissão sustenta que os vistos de residência da CPLP não se encaixam nesse critério.
Essa interpretação da Comissão Europeia é confirmada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, que reconhece que os vistos de residência da CPLP não são destinados a fins turísticos em outros países da UE. No entanto, o governo português, em um gesto desafiador, anunciou que continuará a emitir esses documentos de autorização de residência, alegando que a medida visa fortalecer os laços culturais e econômicos entre Portugal e os países da CPLP.
A decisão da Comissão Europeia de abrir um processo contra Portugal destaca a complexidade das questões relacionadas à imigração e à circulação de pessoas dentro da União Europeia. A controvérsia em curso também levanta questões sobre o equilíbrio entre as políticas de imigração nacionais e as regras da UE em um momento em que muitos países enfrentam desafios relacionados à imigração e à integração de estrangeiros em suas sociedades.
O resultado deste processo pode ter implicações significativas para a relação entre Portugal e a União Europeia, bem como para a forma como outros países membros abordam questões similares no futuro.

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