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Novo centro de inovação em Joinville prepara alunos para o futuro do trabalho
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Foto: PRefeitura de Joinville/Divulgação -
Novo CRIE amplia oportunidades para alunos da rede municipal com oficinas de robótica, programação e empreendedorismo
Na terça-feira (31), Joinville ganhou um novo espaço para inovação e experimentação na área educacional com a abertura do Centro de Referência em Inovação para Educação (CRIE), localizado na Rua das Palmeiras. A inauguração fez parte das comemorações do aniversário de 175 anos do município.
A estrutura representa um marco para o futuro da Educação de Joinville ao propor atividades que vão além do currículo tradicional. O CRIE foca no desenvolvimento de competências essenciais para o século 21, ampliando oportunidades de aprendizagem e preparando os estudantes para os desafios contemporâneos.
“Aqui, a gente está trabalhando o futuro da educação e dessas crianças, dando condições para que possam pensar no mercado de trabalho e, quem sabe, saírem daqui menores aprendizes contratados pelas nossas empresas de Joinville”, destaca o prefeito Adriano Silva.
O CRIE tem 2 mil metros quadrados e contou com investimento de R$ 12,2 milhões para a obra. O local conta com auditório para 320 pessoas, estúdio de videocast, sala de treino de robótica, laboratórios de programação, maker, robótica e ateliê criativo, salas para equipe administrativa, sala de reuniões e três salas multiuso, além de uma galeria de arte.
O espaço também receberá um café que está com processo de permissão de uso em desenvolvimento pela Secretaria de Educação.
“Esse espaço foi pensado para ser um lugar para os alunos aprenderem o que há de mais avançado em tecnologia, inovação e criatividade. Vamos ter oficinas de robótica, espaço maker, estúdio de gravação em um lugar maravilhoso para desenvolver competências extremamente visadas hoje no mercado de trabalho”, explica o secretário de Educação, Diego Calegari.
Como vai funcionar o CRIE
Em toda a estrutura, serão oferecidas oficinas em áreas como robótica, produção de vídeo e áudio, empreendedorismo e desenvolvimento de jogos digitais 2D e 3D para aproximadamente 1 mil alunos da Rede Municipal de Ensino no contraturno escolar.
As oficinas serão realizadas em parceria com o SESI e ocorrerão de segunda a sexta-feira, nos períodos matutino e vespertino. À noite, o espaço comportará formações oferecidas pela Secretaria de Educação e outras secretarias da Prefeitura de Joinville, além de aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já no período das férias, poderão ser ofertadas oficinas aos alunos para aprofundamento em temas específicos.
O CRIE também vai preparar os estudantes para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
A Secretaria de Educação vai abrir no mês de abril um edital para que alunos do 6° ao 9° ano da Rede Municipal de Ensino possam se inscrever nas oficinas.
Homenagens a personalidades marcantes para Joinville
O Centro de Referência em Educação para Inovação (CRIE) foi batizado com o nome de Professor Gonçalo Nascimento por meio da Lei 9.744 de 2024, com projeto de autoria do vereador Brandel Júnior, em homenagem ao docente e empresário de Joinville.
Nascido em Tijucas, Gonçalo se mudou para Joinville em 1959. Trabalhou no grupo Catarinense e na Fundição Tupy, antes de se tornar professor de Matemática. Atuou em escolas como Bom Jesus, Celso Ramos, Elias Moreira e Conselheiro Mafra. Em 1969, inaugurou ao lado da esposa a primeira Loja Apolo, no ramo de calçados. Gonçalo também foi presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
Já a galeria de arte do CRIE foi denominada como Antonio Mir, por meio da Lei 9.805, de 2025, a partir do projeto da então vereadora Francine Olsen, em homenagem ao artista espanhol, que mudou-se para o Brasil aos oito anos de idade.
Ele foi desenhista, gravador, pintor e escultor, tendo sido um expoente da cena artística joinvilense. Entre suas conquistas, Mir atuou na criação da Coletiva de Artistas de Joinville e do Museu de Arte de Joinville (MAJ). Com 23 anos, foi convidado para participar da Bienal de São Paulo. Na década de 70 expôs em várias cidades do país e criou grandes murais sob encomenda do Banco do Brasil.

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