Foco de febre aftosa na Alemanha serve de alerta para necessidade de manter cuidados sanitários constantes

  • Foto: Ascom/Cidasc -

Rebanhos catarinenses seguem livres da doença, mas autoridades destacam a importância da biosseguridade e vigilância constante

A Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) confirmou recentemente um foco de febre aftosa na Alemanha, após quase quatro décadas sem registros no país. Enquanto os rebanhos catarinenses permanecem livres da doença, o episódio acende um alerta para a importância dos cuidados sanitários, que devem ser mantidos de forma permanente, mesmo após a erradicação de doenças animais.

Santa Catarina se consolidou como referência em sanidade animal, sendo o único estado brasileiro reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Esse status sanitário, conquistado com muito esforço, abriu portas para mercados internacionais exigentes, tornando o estado o maior exportador de carne suína do Brasil, responsável por metade do volume nacional.


Prevenção é responsabilidade de todos

De acordo com a presidente da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), Celles Regina de Matos, o foco na Alemanha não representa risco para os catarinenses, mas reforça a necessidade de prevenção. “Nossos rebanhos seguem livres desta doença, condição que depende de nossos cuidados diários e da atenção às medidas de biosseguridade. O consumo de carne e outros produtos de origem animal catarinenses é seguro, desde que produzidos em estabelecimentos registrados nos serviços de inspeção sanitária”, afirmou.


Medidas para manter a segurança sanitária

A Cidasc orienta produtores e a população em geral a adotarem práticas fundamentais para a manutenção do status sanitário:

  • Identificação dos animais: Todos os bovinos e bubalinos devem estar identificados com brincos, o que facilita o monitoramento e o controle de sanidade dos rebanhos.
  • Guia de Trânsito Animal (GTA): É obrigatória a emissão da GTA sempre que animais de produção forem transportados, inclusive para abate.
  • Aquisição responsável: Ao comprar animais, priorizar aqueles com boa condição sanitária e consultar a Cidasc sobre orientações específicas para animais de outras regiões.
  • Atenção ao retorno de viagens: Não trazer produtos de origem animal na bagagem, especialmente carnes, para evitar a introdução de doenças no estado.

O impacto da sanidade animal na economia

A erradicação da febre aftosa e o controle de outras doenças têm sido essenciais para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina. Com uma produção robusta e reconhecida mundialmente, a carne catarinense é exportada para os mercados mais exigentes, como Japão e Estados Unidos.

“Manter o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação é um trabalho contínuo, e todos têm um papel nesse esforço. Nossa sanidade animal é um dos pilares da economia catarinense, beneficiando produtores, indústrias e consumidores”, concluiu Celles Regina.

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