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Aumento de casos de dengue em Santa Catarina motiva capacitação de profissionais de saúde
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Foto: Jonatã Rocha / SECOM -
Web aula realizada pela Secretaria de Saúde visa diagnosticar precocemente e intervir adequadamente para evitar óbitos relacionados à doença
Com o crescente número de casos de dengue em Santa Catarina nos últimos anos, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Superintendência de Urgência e Emergência, promoveu uma web aula voltada para todos os profissionais da saúde. O objetivo é apresentar o cenário epidemiológico, diagnosticar e intervir precocemente, tratar adequadamente e orientar os pacientes frente a essa enfermidade que pode evoluir rapidamente para quadros graves.
O médico Antônio Augusto de Santana, infectologista e intervencionista do SAMU, explicou durante a aula que a dengue é uma doença infecciosa, endêmica, aguda e sistêmica, podendo apresentar um amplo espectro clínico que varia de casos assintomáticos a graves, com potencial para evoluir para óbito se não identificada e tratada precocemente.
Dados apresentados por Antônio Augusto revelaram uma escalada preocupante nos óbitos relacionados à dengue em Santa Catarina. Em 2016, foram registrados dois óbitos; em 2022, esse número saltou para 90, e em 2023, para 98. O perfil dos óbitos indica uma incidência maior no sexo masculino acima dos 60 anos e no sexo feminino acima dos 30 anos, com as comorbidades mais frequentes sendo hipertensão e diabetes.
A dengue pode se manifestar de forma assintomática ou evoluir para quadros graves, como hemorragia e choque. Na dengue clássica, os sintomas incluem febre alta, dores de cabeça e no corpo, falta de apetite, náuseas, vômitos e erupções na pele. O tratamento baseia-se em analgésicos, antitérmicos e hidratação, com monitoramento constante da evolução da doença.
Antônio Augusto enfatiza que medicamentos como ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios devem ser evitados, pois aumentam o risco de hemorragias. Já nos casos de dengue hemorrágica, a internação hospitalar é necessária, especialmente quando há sinais de choque, que costumam surgir entre o terceiro e o sétimo dia da doença.

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