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38º Festival de Dança chega ao fim com participações marcantes e muita emoção

  • Nilson Bastian - Grupo Andanças de Rita Candemil

A dança volta à vida. Foi com esse tema que o Festival de Dança de Joinville abriu sua 38ª edição. Em 39 anos, esta foi a primeira vez que o evento não foi realizado em julho e contou com uma edição híbrida, com apresentações presenciais e virtuais. De 5 e 16 de outubro, centenas de grupos de dança do Brasil e da América Latina apresentaram mais de 1.500 coreografias na Mostra Competitiva, Meia Ponta e Palcos Abertos.

Como nos anos anteriores, além da Mostra Competitiva, uma extensa grade com programação voltada para a comunidade foi realizada. Feira da Sapatilha, Palcos Abertos, DHIX - Histórias Incentivadoras, Dança para quem não Dança, Oficina de Acessibilidade Dança Inclusiva, Jam Session Joinville Tap, Dog Dance Day, intervenções e espetáculos com nomes de peso marcaram alguns dias do evento.

"Estamos muito felizes e gratos ao ver que esta edição foi um sucesso. Uma vitória para bailarinos e escolas de dança, que tanto sofreram nos meses de pico da pandemia. Com o formato híbrido conseguimos atender nosso público e oferecer um evento seguro aos participantes e público. O Festival do ano que vem já tem data marcada: 19 de julho", destaca Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança.

Uma semente de esperança
Com diminuição de alunos e escolas fechadas, muitas companhias de dança tiveram que rever elenco, mudar coreografias e, em alguns casos, fechar as portas. De acordo com bailarinos e coreógrafos, a realização de uma competição do porte do Festival de Dança renovou as energias de todos e trouxe um pouco de esperança ao mundo da dança.

"Esperei 11 anos para estar preparada para enviar trabalhos para o Festival. Quando soube que haveria edição, mandei meus trabalhos e rezei. O retorno veio e eu quase não pude acreditar que fomos selecionadas. É uma alegria sem tamanho e que me dá esperança para continuar", diz Jerusa Tenório, da Escola de Ballet e Danças Jerusa Tenório, de Aguaí (SP).

Já Gandhi Tabosa, diretor e coreógrafo do Gandhicats Project, de Manaus (AM), a confirmação da realização do Festival foi motivo para rever os planos. "Vencemos em 2019 e queríamos estar no palco na edição seguinte. Para isso, precisei remontar todo o meu elenco. Perdi bailarinos que saíram da companhia e outros que estavam em projetos diferentes. Falei com amigos, fizemos rifa e brechó para conseguir trazer o grupo", conta ele, que ensaiou quatro bailarinos de Porto Alegre à distância para compor o elenco.

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