Grupo Mistura Brasileira retorna aos palcos com o projeto "Brasileirinho - Uma história de rivalidade no choro brasileiro"

  • Foto: Mauro Artur Schlieck / Divulgação -

Apresentações e oficinas de musicalização celebram o reconhecimento do choro como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

O grupo Mistura Brasileira está de volta aos palcos das escolas e instituições de Joinville com o projeto "Brasileirinho - Uma história de rivalidade no choro brasileiro", a partir deste fim de semana, nos dias 16 e 17 de março, com a primeira apresentação no Residencial Bethesda. Ao longo dos próximos meses, até junho, o grupo realizará oito apresentações e duas oficinas de musicalização em diferentes locais da cidade.

As apresentações ganham uma relevância ainda maior no contexto atual, uma vez que o choro foi recentemente declarado o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no dia 29 de fevereiro passado. "A importância musical do projeto é a difusão do ‘choro’, agora com um momento histórico para o gênero, prêmio mais que merecido às suas expressões musicais", destaca Nicolau Schmidt Jr, coordenador do grupo.

"Brasileirinho - Uma história de rivalidade no choro brasileiro" tem como propósito envolver o público por meio da música e da prosa na narrativa da rivalidade musical entre Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim, dois expoentes desse gênero. O projeto foi concebido em homenagem ao centenário de nascimento de Waldir Azevedo, comemorado em 2023, mestre do cavaquinho e autor de clássicos do choro como "Pedacinhos do Céu", "Vê se gostas", "Brasileirinho" e o baião "Delicado".

"Brasileirinho - Uma história de rivalidade no choro brasileiro" é uma iniciativa do grupo Mistura Brasileira, realizado com recursos do Fundo Municipal do SIMDEC Joinville, o Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura, edição 2022, promovido pela Prefeitura Municipal de Joinville por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).


Sobre o Mistura Brasileira

Formado desde 2015, surgiu a partir de um grupo de professores e alunos da disciplina de Prática de Conjunto de Choro da Escola de Música Villa-Lobos, da Casa da Cultura Fausto Rocha Jr. de Joinville. O atual Quinteto Regional que está em atividade desde 2019 é integrado por Claudenor Fávero (bandolim), Alan Pereira (pandeiro), Fio José (cavaquinho), Alan Guimarães (trombone) e Nicolau Schmidt Jr. (violão 7 cordas). O nome do grupo faz alusão tanto ao repertório voltado exclusivamente ao choro e ao samba quanto à origem geográfica e étnica dos seus integrantes.


Sobre o choro

Inicialmente uma maneira peculiar de tocar pelos chorões a base de violão, flauta e cavaquinho as danças de procedências europeias, como também as danças e os batuques afro descendentes, consolidou-se o choro, gênero que é considerado a primeira manifestação musical urbana genuinamente brasileira. Suas melodias sincopadas, padrões harmônicos modulantes e ritmo vivace é comparado ao jazz americano por sua natureza improvisatória, característica essencial do gênero. O flautista Joaquim Callado, considerado o pai do Choro, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e o maestro Anacleto de Medeiros são os precursores e os principais representantes dessa primeira geração de compositores e intérpretes na segunda metade do século 19, onde foram estabelecendo por intermédio de suas composições os pilares da forma do choro. No início do século 20, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, foi o responsável pela consolidação do gênero. Inúmeros compositores surgiram para enriquecer e cultivar o ritmo, como João Pernambuco, Abel Ferreira, Luís Americano, Villa-Lobos, Radamés Gnattali entre muitos outros.


Repertório

Pedacinho do Céu (1951 – Waldir Azevedo) / Doce de Coco (1951 – Jacob do Bandolim)

Carioquinha (1949 – Waldir Azevedo)

Benzinho (1955 – Jacob do Bandolim)

Minhas mãos, meu cavaquinho (1976 – Waldir Azevedo)

Chiquita (1952 – Waldir Azevedo) / Santa Morena (1954 – Jacob do Bandolim)

Delicado (1950 – Waldir Azevedo)

Vê se Gostas (1950 – Waldir Azevedo e Otaviano Pitanga)

Vibrações (1967 – Jacob do Bandolim)

Assanhado (1961 – Jacob do Bandolim)

Noites Cariocas (1957– Jacob do Bandolim) / Brasileirinho (1949 – Waldir Azevedo)


Agenda

16 de março, 9h: Residencial Bethesda (Rua Conselheiro Pedreira, 430 – Pirabeiraba);     

20 de abril, 10h, oficina, 14h, apresentação: Quilombola (Ribeirão do Cubatão)

26 de abril, 20h: Escola de Educação Básica Eng. Annes Gualberto (Rua Guaíra, 129 – Iririú)

05 de maio,10h30: Domingo Musical na Cultura Alemã Joinville Rua 15 de Novembro, 1000 – América)

10 de maio, 20h: EEB Dr. Jorge Lacerda (Rua Santo Agostinho, 266 – Guanabara)

26 de maio, 11h: Arquivo Histórico de Joinville (Av. Hermann August Lepper, 650 – Saguaçu)

07 de junho, 20h: EEB Prof. Juracy Maria Brosig (Rua dos Metalúrgicos, s/n – Paranaguamirim)

08 de junho, 14h, oficina, 18h, apresentação: Amorabi - Associação dos Moradores do Bairro Itinga (Rua  dos Esportistas, 510 – Itinga)

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