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Rússia suspende sua participação em acordo de exportação de grãos do Mar Negro, agravando a crise global de alimentos
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Foto: Portal CNN / Reprodução -
O acordo, que havia sido prorrogado várias vezes, expirou nesta segunda-feira
O Kremlin anunciou nesta segunda-feira (17) a suspensão de sua participação no acordo de exportação de grãos do Mar Negro, uma negociação intermediada pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho do ano passado. O objetivo do acordo era amenizar a crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos, bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia, fossem exportados com segurança. Após diversas prorrogações, o acordo expirou oficialmente nesta data.
As autoridades russas afirmaram que, ao longo dos meses, as condições para a extensão do acordo não foram atendidas de forma satisfatória. Como resultado, decidiram encerrar sua vigência. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, informou aos repórteres que "os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje" e que as exigências apresentadas pela Rússia em relação à sua parte no acordo não foram cumpridas, levando à suspensão da participação.
Moscou há tempos vem manifestando insatisfação com supostos obstáculos enfrentados em suas exportações de grãos e fertilizantes, embora não tenham sido impostas sanções diretas pelo Ocidente. De acordo com a Rússia, suas demandas não foram atendidas, o que motivou a decisão de suspender sua participação no acordo. Contudo, Peskov deixou claro que a Rússia pretende retomar o compromisso assim que suas exigências forem satisfeitas.
É importante ressaltar que a suspensão da participação russa no acordo agrava ainda mais a crise global de alimentos, que já vem sendo acompanhada com preocupação pela comunidade internacional. Através do acordo de exportação do Mar Negro, esperava-se reduzir as tensões comerciais e permitir a circulação dos grãos ucranianos para outros mercados, buscando aliviar o impacto da crise e atenuar a escassez alimentar em diversos países.
Além disso, a decisão da Rússia ocorre em meio a controvérsias envolvendo um ataque noturno na ponte que liga a Rússia à Crimeia, chamado pelo Kremlin de "ato terrorista", e que alegam ter sido obra da Ucrânia. No entanto, a mídia ucraniana citou fontes não identificadas sugerindo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estaria por trás do incidente, levantando suspeitas sobre a verdadeira autoria do ataque.
Dmitry Peskov reforçou que a decisão de não renovar o acordo de exportação não está relacionada ao ataque na ponte e que a posição já havia sido declarada pelo presidente Putin anteriormente. A situação geopolítica na região permanece tensa, e as consequências da suspensão do acordo de grãos do Mar Negro devem ser monitoradas atentamente pelos mercados internacionais e pelas agências humanitárias que buscam mitigar os efeitos da crise alimentar global.

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