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Primeiro dia de vacinação de crianças em SP tem movimento intenso e pais aliviados

  • Terra -



O primeiro dia de vacinação contra a covid-19 de crianças de 5 a 11 anos sem comorbidade na cidade de São Paulo foi de movimento intenso, mas sem longas filas. Em média, os pequenos esperaram cerca de 30 minutos para receberem o imunizante Pfizer ou Coronavac. Algumas crianças usaram roupas de heróis e os pais mostraram alívio com a imunização dos filhos.

No sábado, 22, a vacinação contra covid-19 na capital foi exclusivamente para as crianças. Ficaram abertas as 469 UBSs, das 8h às 17h, e as 80 Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, das 8h às 19h, para receber e imunizar os pequenos. Entre as 7h e 9h, o movimento nos postos de vacinação foi mais intenso. Por volta das 9h, as filas ficaram menores.

Larissa Seguin Gurjão, técnica administrativa e financeira, de 45 anos, hesitou em mandar o filho João, hoje com 6 anos, à escola em 2021. "Ele não foi nas primeiras semanas", fala. Quando o governo estadual abriu o pré-cadastro de vacinação para crianças, no dia 10 de janeiro, ela não pensou duas vezes em cadastrar o filho. "Já cadastrei e comprei a camiseta", conta. Na AMA Especialidades Santa Cecília, eles chegaram com um "look" especial para o dia da vacinação. A camiseta dela trazia os dizeres "Zé Gotinha, esperança nacional" e a do filho, "Defenda o SUS".
Leopoldina, porém, conta que o retorno das meninas às aulas neste ano poderia ser mais seguro se a vacinação tivesse começado ainda em dezembro, quando a Anvisa deu aval para uso do imunizante da Pfizer. "Não tem justificativa pra essa demora, fazer consulta popular? A escola delas volta segunda-feira, as crianças já poderiam estar totalmente imunizadas. Isso traria mais confiança", avalia.

Eles moram junto à mãe, de 70 anos, e à avó, 94 anos, de Leopoldina. Por isso, o período de pandemia foi de bastante restrição. As duas filhas só retornaram à escola depois que as duas integrantes mais velhas da família foram vacinadas em maio de 2021. "As aulas online foram desgastantes. Tivemos de nos desdobrar", conta a mãe.

"Ontem quando li a notícia que iam liberar a partir de hoje, a gente já se programou para acordar cedo e vir. Estávamos muito ansiosos", diz Leopoldina Solano, mãe de Maria Luiza, de 7 anos, e Bianca, 6 anos. Junto ao marido, Luciano Aparecido Solano, conta que é um "alívio" ver as meninas vacinadas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, na quinta-feira, 20, o uso da Coronavac em crianças de 6 a 11 anos de idade sem imunossupressão. Isso permitiu que São Paulo ampliasse o público-alvo da campanha.
Preocupação com a volta às aulas

Ela e o marido, chegaram com a filha Maria Julia, de 7 anos, às 7h40 na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Anglo Doutor José Serra Ribeiro, na Zona Oeste. Há três anos sem visitar a família em Minas Gerais, Amanda fala que a vacinação da pequena vai permitir matar as saudades. "Vamos nos sentir mais seguros para recebê-los ou ir até eles", afirma.

Os pais não esconderam a ansiedade. "A gente não via a hora disso acontecer, muita gente não teve essa oportunidade. Foi super tranquilo, as enfermeiras foram super atenciosas, esperamos uns 30 minutos", conta a estudante Amanda Aparecida da Silva, de 30 anos. "Se fosse esperar duas horas, três horas, a gente esperaria também", reforça.

Até às 12h do sábado, foram aplicadas 33.514 doses de vacina contra a covid em crianças. Foram 29.500 doses da Coronavac e 4.014 da Pfizer. Com isso, já há mais de 69 mil pequenos com ao menos uma dose na capital. Isso representa 6,4% do público infantil estimado.

"Tivemos movimento intenso em todas as unidades, mas sem grandes filas, um movimento constante", informa a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo, Sandra Sabino. "Abrimos todas as unidades para garantir que as pessoas pudessem vacinar suas crianças sem encontrar grandes filas. Para garantir mais agilidade, mais conforto."


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