Registro foi feito por delegado no dia 29 de outubro às 16 horas. Corpo foi encontrado após apartamento ter a porta arrombada. Não foram encontrados sinais de violência no local
A Polícia Civil de São Paulo não tem dúvidas de que o voluntário da Coronavac, o farmacêutico A.L.L., de 32 anos, cometeu suicídio. É esse episódio que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alega para suspender os testes da vacina contra a covid-19. Por sua vez, o governo do Estado diz ser "impossível" que haja relação da morte com o imunizante. Desde o dia 29 de outubro, às 16 horas, a polícia registrou a causa da morte como suicídio. A informação consta no Boletim de Ocorrência 2.460/2020 feito pelo 93.º Distrito Policial (Jaguaré)
Assinado pelo delegado José Eduardo Maruca e pela escrivã Stephany Vieira da Silva, o documento relaciona duas testemunhas do caso que confirmaram a versão à polícia. Trata-se do policial militar Eduardo Alessandro Vieira, de 45 anos, e de Sérgio Martins de Almeida, zelador do prédio em que a vítima morava.
Ao delegado, Vieira contou que foi ao endereço depois de sua viatura ter sido contatada pelo Centro de Operações da PM paulista. Ele estava com o policial Vinicius Marques da Silva, de 28 anos, que também é relacionado no boletim de ocorrência. Segundo narra, o Copom informou que uma pessoa havia sido encontrada morta em um prédio da Avenida Nossa Senhora da Assunção, no Rio Pequeno, na zona oeste da capital.
Ao chegar, os PMs encontraram o zelador do prédio já no interior do apartamento. O funcionário mostrou aos policiais onde estava a vítima. Em seguida, o zelador contou que naquele mesmo dia, por volta das 13 horas, o companheiro da vítima - W.G.M.- estava viajando no interior de São Paulo e entrou em contato com a administradora do condomínio. Preocupado, ele não conseguia falar com o farmacêutico desde a noite anterior.
Segundo o zelador, o companheiro da vítima havia dado autorização para ele tocar a campainha e, caso necessário, arrombar a porta. Com um segurança do condomínio, eles forçaram a entrada e encontraram A.L.L. já sem vida.
O delegado foi até o local e não achou sinais de violência no apartamento. Ele requisitou perícia para a residência e para a vítima. Embora aguardem exame toxicológico para a confirmação formal, os investigadores não têm dúvida de se tratar de suicídio.

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