Joinville inaugura a Praça Bailarina Liselott Trinks com homenagem emocionante à Cidade da Dança
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Foto: Prefeitura de Joinville / Divulgação -
Espaço conta com monumento inovador, apresentações do Teatro Bolshoi e revitalização urbana no coração da cidade
Neste domingo (15), a Prefeitura de Joinville entregou à população a Praça Bailarina Liselott Trinks, um novo ponto de contemplação na região central da cidade. Localizada próxima ao cruzamento da Avenida Juscelino Kubitschek com a Rua 9 de Março, a praça homenageia a tradição cultural de Joinville como a Cidade da Dança.
A cerimônia de inauguração encantou o público com apresentações emocionantes da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. A bailarina Thais Diógenes, eternizada no monumento central da praça, interpretou o clássico A Morte do Cisne, de Fokine, com leveza e precisão nos movimentos. Trechos do ballet O Quebra-Nozes e da dança Gopak também foram apresentados, reforçando a conexão cultural e artística do local.
O espaço, que ocupa uma área de 481 m², foi revitalizado com investimento de R$ 405 mil da Prefeitura. A praça conta com bancos, floreiras, defensas metálicas e iluminação especial, além de um piso artesanal em concreto vassourado que dá um toque sofisticado ao ambiente.
O grande destaque do espaço é o monumento da bailarina em tamanho real, instalado sobre um espelho d’água. A saia da escultura forma um chafariz iluminado, simbolizando a união entre arte e tecnologia que caracteriza a obra. A bailarina Thais Diógenes, modelo da peça, colaborou com o projeto ao posar por horas para o escaneamento tridimensional que deu forma ao monumento.
“É um sonho muito grande criar marcos culturais como esse para Joinville. Queremos que as futuras gerações entendam a importância da dança e do empreendedorismo que moldam nossa cidade. Essa obra é a fusão da cultura com a inovação tecnológica”, destacou o prefeito Adriano Silva durante a cerimônia.
Visivelmente emocionada, Thais Diógenes, que hoje é professora na Escola Bolshoi, celebrou o momento: “É uma honra ficar eternizada na minha cidade natal. A dança transformou minha vida, e eu acredito que pode transformar a vida de muitos outros bailarinos que vêm para Joinville.”
Moradores como Juliane Moura, que acompanhou todas as etapas da obra, elogiaram o resultado: “O monumento é poético e lindo. É um símbolo importante para a cidade e um espaço especial para as pessoas aproveitarem e contemplarem.”
Estátua de bailarina pesa 300 quilos
Localizada no coração de Joinville, a praça abriga um monumento inovador de uma bailarina, produzido com tecnologia aditiva a laser, uma espécie de impressão 3D em metal, referência mundial no setor.
A estátua pesa 300 quilos e foi confeccionada em peças soldadas após 1.690 horas de impressão, em um processo que mobilizou mais de 70 profissionais. O projeto, considerado audacioso e pioneiro, marca Joinville como a primeira cidade do mundo a instalar um monumento público feito com essa metodologia.
Durante a inauguração, a bailarina Thais Diógenes, modelo do monumento, emocionou o público ao interpretar A Morte do Cisne, de Fokine. Apresentações de trechos do ballet O Quebra-Nozes e da dança Gopak complementaram o evento, organizado em parceria com a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
Além do simbolismo cultural, a obra reflete a força da indústria catarinense, que aliou tecnologia e arte em sua produção. “É um orgulho participar desse projeto que une a competência industrial de Joinville com a cultura da dança. Isso mostra que nossa cidade é inovadora e empreendedora”, destacou Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.
A tecnologia aditiva utilizada na confecção do monumento, normalmente aplicada na produção de peças para indústrias como automotiva e de óleo e gás, foi um diferencial. Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador chefe do Instituto Senai, enfatizou a natureza única do projeto: “A bailarina uniu manufatura avançada com arte e cultura, algo extraordinário.”
O monumento se destaca ainda mais com um chafariz iluminado que forma a saia da bailarina, instalado sobre um espelho d’água. Para o funcionamento da fonte, um sistema hidráulico exclusivo foi desenvolvido pela Netzsch Proven Excellence, de Pomerode, enquanto a Höganäs, empresa sueca, forneceu o pó metálico usado como matéria-prima.
O secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth, explicou como surgiu o projeto: “A solução veio ao visitarmos o Instituto Senai, onde vimos a impressora 3D em funcionamento. Conversamos com o Bolshoi, que escolheu a Thais para representar, com seu corpo, todos os bailarinos que levam o nome de Joinville pelo mundo.”
A revitalização do espaço custou R$ 405 mil, com a participação da Prefeitura de Joinville, Fiesc, Senai/SC e o patrocínio de empresas parceiras, como Integra Laser e Sew Eurodrive.
A Praça Bailarina Liselott Trinks, com sua área de 481 m², bancos, iluminação especial e paisagismo, é mais do que um ponto de contemplação: é um símbolo que celebra a tradição da dança, o talento dos artistas joinvilenses e a inovação tecnológica que impulsiona o desenvolvimento da cidade.
Homenagem à precursora da dança em Joinville
A dança se faz presente em Joinville desde a chegada dos primeiros imigrantes, em 1851. Mas foi a partir do talento de uma jovem bailarina que a cidade começou a admirar e vivenciar a dança.
De acordo com a Lei 9.752 de 2024, de autoria dos vereadores Érico Vinícius e Thiago Marques, e que foi sancionada pelo prefeito Adriano Silva, o novo espaço fica denominado Praça Bailarina Liselott Trinks.
Liselott Trinks nasceu em Joinville, em 21 de março de 1914. Foi aluna de Maria Olenewa, um dos grandes nomes do balé mundial e que mudou a história da dança no Brasil. Liselott estudou na Alemanha e retornou para Joinville já como professora.
Em 1958, com a fundação daquela que, no futuro, se tornaria a Sociedade Harmonia Lyra, fortaleceu suas atividades no mundo da dança, com a manutenção de uma escola de dança e de um corpo de bailado.
Nas comemorações ao centenário de Joinville, reuniu mais de 80 bailarinos em um espetáculo que ficou marcado na história.
Em 1965, na Sociedade Ginástica de Joinville, participou da fundação da Escola de Ballet. Em 1974, criou o Festival de Bailados, que precedeu o Festival de Dança. Atuou com dança até o fim dos anos de 1970 e faleceu em maio de 1987.

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