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Custo da saúde em Joinville é de cerca de R$ 1 mil por pessoa

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A Secretaria Municipal de Saúde prestou contas do 2º quadrimestre deste ano (maio a agosto) à Comissão de Saúde da Câmara, nesta quarta-feira (29). A pandemia de Covid-19 e o retorno das cirurgias eletivas estiveram entre os questionamentos dos vereadores. Joinville já gastou com saúde, no segundo quadrimestre, R$ 602 milhões, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

O investimento em saúde é equivalente a 37,2% da receita com impostos, mais que o dobro dos 15% de investimento mínimo exigidos pela Constituição - o percentual é o maior dos últimos sete anos, segundo a secretaria. O custo da saúde por pessoa (per capita) é de cerca de R$ 1 mil.

Entre as principais despesas estão o Hospital São José - que consumiu R$ 193 milhões no segundo quadrimestre - e a atenção básica (R$ 150 milhões).

No acumulado do ano, até 24 de setembro, o município obteve R$ 1,3 bilhão para as despesas em saúde. A maior parte, R$ 541 milhões, vieram de transferências constitucionais e legais. Outros R$ 526 milhões, de impostos locais.

 Covid-19

O município recebeu neste ano, até agosto R$ 51,1 milhões para custear os gastos com a pandemia de Covid-19. Do total, cerca de R$ 36 milhões vieram da União, R$ 5,6 milhões do Estado, R$ 9 milhões de uma doação do Tribunal de Justiça e R$ 3,5 milhões da 18ª Promotoria de Justiça de Joinville.

Até o último dia 26, Joinville tinha acumulado 113,3 mil casos confirmados da doença, a maioria em mulheres (54%). Entre os doentes, 80% tinha entre 20 e 59 anos. Já entre os 1.872 mortos, 73% tinham 60 anos ou mais.

Foram vacinados com a primeira dose ou com dose única 429 mil pessoas, 85% da população com 12 anos ou mais. Já a segunda dose foi aplicada em 46% desse grupo populacional (223 mil pessoas).

O vereador Wilian Tonezi (Patriota) quis saber porque Joinville demorou a deixar o nível de risco gravíssimo no mapa do Estado para a Covid-19. O secretário de Saúde, Jean Rodrigues da Silva, afirmou que o município saiu do nível gravíssimo no último sábado e entrou em risco grave. Uma das explicações para a permanência no nível gravíssimo foi o alto número de casos ativos. "Quanto mais você testa, mais casos ativos você encontra", disse o secretário. Foram feitos 426,7 mil testes até o último dia 26. Para comparação, Blumenau fez 260,8 mil testes.

Outro motivo da demora para deixar o nível gravíssimo foi o número de leitos de UTI disponíveis, que baixavam quando eram revertidos para atendimento geral - dessa forma, a cidade, com menos leitos exclusivos para Covid, fica estacionada em 70% de ocupação. Atualmente, 72% dos leitos de UTI adulto para Covid estão ocupados, entre públicos e privados.

 Cirurgias eletivas

Mesmo com a interrupção de cirurgias eletivas e exames, de março a agosto, a Secretaria de Saúde registrou aumento em quase todos os procedimentos hospitalares. Foram feitos 11 mil procedimentos, de maio a julho, volume 7% superior ao do mesmo período do ano passado. A maior alta, de 46%, foi percebida no Hospital Infantil, que fez 1,5 mil procedimentos. Já o Hospital São José foi o único a registrar queda, com 3,7 mil procedimentos (-6%).

Sobre a retomada das cirurgias eletivas - outra pergunta de Wilian Tonezi -, Silva disse que espera reduzir em 25% o "volume" de procedimentos até o final deste ano. O ritmo não deve ser o mesmo desejado pelo Estado, que poderá fazer mutirões de cirurgia, admitiu o secretário, já que não há locais disponíveis. As cirurgias que não precisam de internação do paciente já estão sendo feitas, mas as que requerem que o paciente fique internado ainda serão retomadas. Segundo Silva, será preciso "desobstruir" a ocupação dos hospitais para migrar a mão de obra para as cirurgias eletivas. "É a nossa próxima pandemia, dar conta das cirurgias eletivas", afirmou o secretário.

Farmácias

A entrega de medicamentos nas farmácias municipais cresceu 21%, para 471 mil. A quantidade de remédios dispensada foi de 37,7 mil unidades (+10%). Os medicamentos mais buscados são para hipertensão e diabetes.

A respeito da disponibilização de remédios pelas farmácias, Henrique Deckmann (MDB) questionou se há ações de prevenção, o que poderia diminuir a quantidade de remédios consumidos pela população, melhorando sua saúde. Segundo o secretário, o próximo Plano Municipal de Saúde trará muitas ações de prevenção a médio e longo prazos.

"É importante, cada vez mais, nós focarmos na atenção primária, pois a prevenção da doença é sempre um benefício para a população", concordou o vereador Cassiano Ucker (Cidadania), que é médico.
Nesse aspecto, a cobertura da estratégia de saúde da família manteve-se estável, cobrindo 92% da população.(Jornalismo CVJ - Carlos Henrique Braga)

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