Onda de Calor Extremamente Perigosa Assola o Oeste e Sul dos Estados Unidos
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Foto: David Swanson / AFP / Reprodução -
Serviço Meteorológico Nacional alertou para um "fim de semana extremamente quente e perigoso" em um boletim divulgado na manhã deste sábado (15)
Uma onda de calor "extremamente perigosa" está varrendo o oeste e grande parte do sul dos Estados Unidos neste fim de semana, deixando os termômetros marcando até 47°C em algumas cidades. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (NWS), mais de 90 milhões de americanos estão sob alerta de temperaturas elevadas, e o calor intenso deve persistir nos próximos dias, sem perspectiva de alívio imediato.
No estado do Arizona, a capital Phoenix enfrenta uma situação crítica, com os termômetros podendo atingir a impressionante marca de 47°C, marcando o 16º dia consecutivo com máximas acima de 43 graus centígrados. Parte do estado está sob o mais elevado nível de alerta do NWS, o "magenta", designado para situações de calor extremo raro e/ou de longa duração.
A Califórnia também está sofrendo com a onda de calor, e os bombeiros têm lutado incansavelmente contra diversos incêndios que já devastaram mais de 1.200 hectares. Inúmeras pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas em meio à situação preocupante.
O Vale da Morte, conhecido pela sua aridez e altas temperaturas, está enfrentando uma situação alarmante. O climatologista Daniel Swain, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, alertou que o nível de calor no local pode atingir ou até mesmo superar a marca de 54,4°C, o que seria a temperatura mais alta já registrada de forma comprovável na Terra. A região, já conhecida por extremos climáticos, se vê novamente no epicentro de uma situação perigosa.
Enquanto isso, outras regiões dos Estados Unidos também enfrentam fenômenos meteorológicos preocupantes. A Nova Inglaterra, particularmente o estado de Vermont, está sob alerta para tempestades elétricas fortes a violentas, chuvas torrenciais e inundações, após já ter sofrido com inundações históricas e catastróficas em semanas anteriores.
No Canadá, os incêndios florestais continuam causando devastação no oeste do país. Centenas de focos foram registrados, muitos deles provocados por tempestades elétricas. A situação é tão crítica que a previsão para os próximos meses é de tempo quente e seco, sem qualquer trégua para os incêndios. Mais de 10 milhões de hectares já foram queimados desde o início de 2023, um número 11 vezes maior do que a média anual da última década, superando inclusive o recorde anual absoluto estabelecido em 1989.
O impacto dos incêndios também se estende aos Estados Unidos, com a fumaça atravessando as fronteiras e afetando a qualidade do ar em vários estados no norte, como Montana e Dakota do Norte. Os níveis "nocivos" de qualidade do ar estão causando preocupação e alertando para os efeitos transfronteiriços das mudanças climáticas.
Segundo os cientistas, as ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas devido ao aumento das emissões de gases do efeito estufa. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana ressaltou que as ondas de calor estão ocorrendo com maior regularidade nas principais cidades dos Estados Unidos, passando de uma média de duas por ano na década de 1960 para seis por ano nas décadas de 2010 e 2020.

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