ESPORTE

FPF e clubes discutem o futuro do Paulistão nesta segunda-feira

  • Emilio Botta -

Rodada do fim de semana foi adiada

Reunião encaminha os próximos passos da competição que está paralisada por causa das restrições no Estado em recorrência do aumento de casos e mortes pela covid-19. O futuro do Campeonato Paulista 2021 terá um novo capítulo a partir das 10h desta segunda. Os clubes e os comandantes da Federação Paulista de Futebol (FPF) fazem outro encontro virtual para discutir o que pode ser feito enquanto o Estado inteiro estiver com atividades esportivas suspensas, como está até dia 30. Os dirigentes vão definir se o torneio vai para outro Estado ou se o melhor será aguardar o fim da fase emergencial.

Entre os 16 clubes participantes, existe o consenso de que o Estadual tem de ser cumprido e, se possível, encerrado na data prevista, dia 23 de maio, para não coincidir datas com o Campeonato Brasileiro. As equipes aceitam jogar em outros Estados, porém a ideia enfrenta obstáculos. Os custos e a recusa de governadores pesam contra.

Neste caso, também não estão levando em conta o risco da contaminação da covid-19 com deslocamentos e hotéis, além de alimentação fora de casa.

Outra prioridade é definir o que será feito com a próxima rodada, marcada para quarta-feira. Oito jogos estão agendados. A rodada do fim de semana teve sua suspensão confirmada na quinta. A FPF e os clubes concordaram em não realizar os jogos previstos por causa da falta de tempo em achar uma sede.Mesmo se a ideia de levar jogos para fora de São Paulo for levada adiante, as opções são escassas. O Rio foi sondado como primeira alternativa, porém o governo não quis autorizar. A Federação Paulista chegou a marcar o jogo entre São Bento e Palmeiras em Belo Horizonte. A proposta durou só até o governo mineiro vetar. A pandemia  vive situação delicada no País e outros Estaduais estão suspensos.

Os clubes têm mantido a rotina de treinos. O cancelamento do Paulistão está descartado, mas a possibilidade ainda remota de a competição ser suspensa por tempo indeterminado assusta alguns dirigentes. Os times do interior deixariam de receber metade dos R$ 4 milhões previstos pela cota de participação. Caso seja necessário jogar em outro Estado, a FPF terá de custear despesas com passagens, hotéis, alimentação e aluguel de estádio.

"Jogador nenhum gosta de ficar parado. Ter o Paulista para jogar é uma vitrine, uma maneira de aparecer e arrumar outro time pelo resto do ano", diz o presidente do Santo André, Sidney Riquetto.

A FPF propôs aos clubes a possibilidade de levar a paralisação à Justiça. O tema foi discutido na quinta. Após uma primeira rodada em que os clubes se dividiram sobre o assunto, por 9 a 7, ficou definido que a disputa não seria levado à Justiça. A Ferroviária foi quem desempatou - a discussão pode ter hoje uma segunda rodada de opiniões.

O argumento da FPF para seguir com o Estadual é a aplicação de cuidados. Testes, elencos concentrados para evitar contatos externos e jogos sem torcida estão entre as justificativas. Manter elencos confinados em bolhas também. Mas nada disso convenceu o governo do Estado e o Ministério Público (MP) de mudarem de ideia.

O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, disse ao Estadão que pretende até colocar regras mais duras a jogadores que não obedecerem o isolamento. "Estamos estudando a possibilidade de punição dos profissionais que não seguirem essas normas que são cruciais". A covid-19 tem causado desfalques. O Corinthians teve casos recentes e a Ponte Preta sofre um surto, com 32 infectados no clube.

Federação de futebol confirma suspensão do Paulistão até 30 de março Anterior

Federação de futebol confirma suspensão do Paulistão até 30 de março

Internacional vira líder do Gaúcho com vitória sobre Novo Hamburgo Próximo

Internacional vira líder do Gaúcho com vitória sobre Novo Hamburgo

Deixe seu comentário