Economia

Início das operações do Terminal Gás Sul na Baía da Babitonga está previsto para abril

  • Filipe Scotti/Fiesc -

O Terminal Gás Sul (TGS), localizado na Baía da Babitonga, no norte catarinense, deve entrar em operação em abril do ano que vem. A informação foi anunciada pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon, durante a reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias (Fiesc), nesta quarta-feira, 8. O encontro teve o objetivo de integrar e unir forças com o Governo do Estado com o intuito de fortalecer e discutir ações estratégicas sobre a demanda energética do Estado para os próximos anos.

Segundo Buligon a estimativa da data é baseada no bom andamento do processo para implantação. "Ontem ultrapassamos um importante desafio burocrático e agora podemos dizer que, a partir de abril do ano que vem, teremos uma verdadeira usina de gás natural despejando 15 milhões de m³ de gás natural em Santa Catarina por dia", afirmou.

O secretário destacou o Termo de Compromisso de Compensação Ambiental para a Atividade Pesqueira, que foi assinado recentemente entre a NFE Power Latam Participações e Comércio LTDA e a Colônia de Pescadores Z-02. O compromisso entre as partes possibilita a continuidade e a sequência da análise das fases 2, 3 e 4 do licenciamento ambiental para o empreendimento Terminal Gás Sul (TGS), bem como a subsequente emissão das respectivas Licenças Ambientais de Instalação por parte do Instituto do Meio Ambiente (IMA).

O secretário informou ainda que cerca de 80 municípios catarinenses recebem gás natural hoje e o consumo médio diário é de 2,5 milhões de metros cúbicos. Segundo ele, quando o terminal começar a operar, o excedente da produção do insumo será enviado para outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. "Esse é um grande passo que Santa Catarina está dando para construir uma solução energética. A partir do Gás Sul teremos muitas oportunidades de geração de energia e teremos gás em abundância. Resultado da forte da atuação do governo Carlos Moisés, que aposta em ações que agregam desenvolvimento, inovação e consequentemente riqueza e emprego no estado", declarou.

Atualmente, não há gás suficiente para atender o setor industrial e ainda tem o agravante da limitação de capacidade física do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) que abastece o estado. "O terminal vai ser um marco para Santa Catarina porque além de superar os desafios que temos no suprimento de gás, vai propiciar a expansão da oferta do insumo, atendendo também outras regiões", ressaltou o presidente da Câmara, Otmar Müller.

Na reunião, também foram discutidos os temas energias renováveis e eficiência energética. Buligon informou que o governo enviou à Assembleia Legislativa (Alesc) uma proposta de plano de transição energética para o estado, iniciativa que traça os rumos da política governamental na área. "80% das fontes energéticas de Santa Catarina são renováveis. Temos um dos melhores índices do Brasil, mas não estamos acomodados. Fomos buscar exemplos internacionais e construímos um plano que está na Assembleia", disse.


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