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Novena e Missa do Senhor Bom Jesus de Araquari é realizada online

Celebração que reúne milhares de fiéis todos os anos precisou ser cancelada devido a pandemia


A tradicional novena do Senhor Bom Jesus, em Araquari, este ano, acontece online e os fiéis podem acompanhar e rezar por meio das redes sociais do santuário. O primeiro dia da novena, foi terça-feira, (28), mas até o dia 5 de agosto elas serão realizadas às 19h30 e no dia 6 de agosto, a Missa será às 8h, tudo online, e sem a participação presencial dos fiéis. Ainda no dia 6, às 16h, a imagem do Senhor Bom Jesus vai percorrer, em cima do caminhão dos bombeiros, as principais ruas de Araquari. Para evitar aglomerações, os fiéis não poderão acompanhar nem mesmo com seus veículos. "A tecnologia nos ajuda a chegar até onde as Igrejas domésticas estão reunidas. O rádio ainda está dando uma colaboração bastante importante na transmissão da novena, chegando principalmente até aquelas pessoas que não tem acesso à internet. O Facebook e o YouTube nos permitem alcançar em torno de duas mil pessoas cada noite", afirma o padre Sebastião de Oliveira Silva, pároco-reitor do Santuário Senhor Bom Jesus.


Não há um registro oficial sobre quando iniciaram as novenas e a tradicional Missa do Senhor Bom Jesus, no Santuário em Araquari. O que se sabe é que essa tradição existe há mais de 165 anos. Em 2019, nos nove dias de novena, cerca de 150 mil pessoas participaram das orações e no Dia do Senhor Bom Jesus, entre 15 e 20 mil devotos acompanharam a procissão. A história da paróquia Senhor Bom Jesus se confunde com a fundação da cidade. O primeiro nome do município foi Paranaguá-Mirim, denominação original indígena. O segundo foi Senhor Bom Jesus do Parati, instituído quando aconteceu a criação da paróquia/freguesia em 1854. Foi só em 1943 que a cidade passou a chamar-se Araquari.


A fé das pessoas no padroeiro durante todos esses anos foi fortalecida, tanto que, em períodos normais, no dia 6 de agosto, uma verdadeira romaria se forma em direção à cidade que fica às margens das BRs 101 e 280 e pertence à Diocese de Joinville. "Em torno de uma imagem do “Ecce Homo” (Eis o Homem) muitas pessoas encontraram e continuam encontrando forças para viver os mais variados momentos de nossa história. Este é o primeiro ano que não poderemos celebrar a Festa da mesma forma que vinha acontecendo ao longo dos tempos. Desde o dia 19 de março quando fomos convidados a fechar as portas do Santuário, um novo momento começou. Tudo o que tínhamos programado precisou ser mudado e adaptado dentro das normas para conter o avanço do coronavírus. Este é um momento em que a criatividade precisa vir à tona e fazer a diferença. Não podemos privar o povo desta região em manter a fé e devoção, mais sim possibilitar que essa devoção seja vivenciada de forma diferente", complementa o sacerdote.

A procissão do dia 6 de agosto impressiona e emociona a todos pela grande demonstração de fé e louvor ao Senhor Bom Jesus. São várias as manifestações que se mostram na sala de milagres, nas crianças vestidas de anjos, de pessoas com velas com o seu tamanho e outras com a capa do Bom Jesus pagando promessas e agradecendo por graças alcançadas.


Quem sempre participou das Missas, procissões e novenas foi a dona Maria Borges Ferreira que hoje tem 85 anos. Ela conta que a família é devota. “Meus avós me ensinaram muito, eles tinham fé. Na época eu morava no sítio e tinha Missa a cada dois meses, não é como hoje que tem vários horários.

Dona Quininha

Dona Quininha, como é carinhosamente conhecida, trabalhou muitos anos como professora e após o casamento e o nascimento dos filhos pedia por uma transferência para que pudesse trabalhar mais perto de casa. “Seis anos depois que eu casei, fomos morar no Centro, mas eu trabalhava em uma escola no bairro Rainha, dava uns 20, 30 quilômetros de distância. Eu pedia que o Senhor Bom Jesus me ajudasse e iluminasse meu coordenador para que me transferisse para perto de casa. Era difícil pela distância e porque eu tinha as crianças. Até que um dia recebi essa graça”, lembra dona Quininha.


Faz dois anos que dona Maria não consegue participar da procissão por problemas de saúde, mas em 2019, a devota colocou a capa do Senhor Bom Jesus e viu a procissão passar em frente de casa. “Eles rezaram, o padre falou meu nome. Eu sempre ligo na secretaria da paróquia, eles trazem a Comunhão para mim. Tenho certeza que Jesus não quer que a gente perca a fé", concluiu.

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