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  • Sérgio Luís

MEMÓRIA Antigos bancos da praça Nereu Ramos

O assunto principal da edição de abril/2019, são os antigos bancos da Praça Nereu

Ramos. Silenciosos e frios, os bancos de mosaico, mais de uma dezena deles

testemunharam a esperança de jovens em ver passar a garota de seus sonhos,

ouviram declarações de amor e o fim de paixões que pareciam eternas.


Bancos no pátio interno da Igreja Matriz São Sebastião, no bairro Iririú

Encontramos dois desses bancos no pátio interno da Igreja Matriz São Sebastião, no bairro Iririú, mais conhecidos como bancos de granito, eles estiveram na Praça Nereu Ramos entre os anos 50 e 80, as datas não são precisas.

Silenciosamente eles testemunharam, além de apaixonados romances, também acontecimentos históricos como vibrantes comícios, desfiles cívicos em comemoração a data da Independência, Marcha da Família com Deus pela Liberdade e tantas outras manifestações populares.


Ivo Koehntopp, dirigente da empresa Koehntopp Marmoraria, na rua Duque de Caxias, 110, conta que os bancos foram fabricados pela Construtora A. Koehntopp no início de 1950, quando a empresa era dirigida por seu tio, Affonso Koehntopp, com sede na rua Pastor Fritz Büller.

Um dos registros mais antigos sobre o uso do mosaico data de 3.500 a.C., na região da Mesopotâmia. No antigo Egito, havia preciosos trabalhos feitos em sarcófagos de antigas múmias; também havia mosaicos que decoravam colunas e paredes de templos. Na sua confecção são utilizados pequenos fragmentos de pedras, como mármore, granito, entre outros: argamassa, cimento ou concreto.. Outra informação curiosa é que o material se encontra no nível 7 na escala Mohls, uma escala que mede o grau de dureza de determinados materiais (o nível máximo é o 9, onde está o diamante).

Os antigos bancos guardam também a lembrança de empresas que no passado muito contribuíram para transformar Joinville na cidade mais industrializada de Santa Catarina. Tamanho o seu desenvolvimento que passou a ser cognominada “Manchester Catarinense”, uma alusão ao grande centro econômico e industrial da Inglaterra.


Anúncios no encosto dos bancos

Sobre a forma de negociação entre a empresa A. Koehntopp, Prefeitura e anunciantes, Ivo não lembra. Pode ter sido uma operação hoje oficializada com a denominação de Parceria Público-Privada.


Fundição de Otto Benack, por volta de 1925

Usina Metalúrgica Joinville

Fundada em 1893 por Otto Bennack, com a denominação de Fundição Otto Bennack, a empresa funcionava na casa de seu fundador na rua 7 de Setembro, esquina com a rua Itajaí. Em 1928 fabricava tornos, teares e espuladeiras, engenhos de serra, moendas para cana, bombas de todas as qualidades (movidas a motor e a mão), guinchos, ventiladores. Mais tarde, no início de 1940 já produzia vagões ferroviários.

Considerada uma empresa estratégica, foi encampada pelo governo federal em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial para produzir material bélico. Sob o comando de um interventor sua denominação foi alterada para “Empresa Metalúrgica Nacional”. Anos depois do fim da guerra o governo devolveu a empresa ao seu proprietário, foi então que passou a ser denominada Usina Metalúrgica Joinville.


O que aconteceu após a guerra, não é bem claro. Segundo Carlos Jansen, o neto, a empresa depois de devolvida ao avô, ele a vendeu. Pretendia se mudar para Ubatuba, em São Francisco do Sul, onde tinha terrenos. “Se desfez da metalúrgica e tinha paixão por Ubatuba. Estava se mudando para lá, mas, em uma dessas viagens, infartou e faleceu”, conta, referindo-se ao início dos anos 50. Informações sobre a Usina Metalúrgica Joinville baseada em pesquisa da jornalista e escritora Maria Cristina Dias.


Empresa de Transportes Frenzel S/A

Fundada em 1930 por Felipe Alexandre Frenzel com sede em Jaraguá do Sul, na travessa entre as ruas Felipe Schmidt e Padre Pedro Franken, via que mais tarde recebeu o nome do fundador da empresa. Tinha filiais em varias cidades; em Joinville a agência da transportadora ficava na rua Quinze de Novembro, 706, no centro.

No início a frota contava com apenas dois caminhões que possuíam motor a gasolina. Em 1940 a empresa já somava uma frota de 16 caminhões. Em 14 de agosto de 1955, com a morte do fundador a empresa encerrou atividades.



Primeiros caminhões da Frenzel S/A.

Felipe Alexandre Frenzel nasceu em 18 de maio de 1878 em São Bento do Sul. Casou em 17 de dezembro de 1911, aos 33anos, com Martha Hüdler, filha do escultor Friedrich Hüdler. O casal teve três filhos: Mário, Ruy e Edgard. Informações sobre a Empresa de Transportes Frenzel S/A. foram extraídas do livro “ Um capítulo na Povoação do Vale do Itapocu - 2º livro” de autoria de Emílio da Silva, com a colaboração da historiadora Silvia Regina Toassi Kita. Foto: Acervo do Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul.


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