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  • Sérgio Luís

Grupo que tentou explodir muro da penitenciária de Joinville é condenado a 230 anos

Depois de 14 horas de julgamento, os sete acusados de participação na explosão do muro da Penitenciária Industrial de Joinville, em 2018, foram condenados a 234 anos de reclusão em regime fechado. As penas individuais variaram entre 31 e 41 anos de prisão, conforme a participação no crime. A sessão, realizada na última quinta-feira (dia 13), iniciou às 8h e terminou às 22h10.

De acordo com o Ministério Público, o grupo tinha a intenção de libertar um detento da unidade. O episódio aconteceu na madrugada do dia 13 de agosto de 2018 e envolveu nove acusados - dois deles adolescentes. Os homens colocaram um artefato explosivo no muro do estabelecimento prisional, mas não houve detonação. No momento da ação, três agentes prisionais estavam numa guarita próxima e revidaram.





O Ministério Público demonstrou a articulação do grupo para resgatar o detento, e apresentou uma espécie de linha do tempo de toda a ação, hora por hora. Já os advogados argumentaram ausência de provas sobre o episódio, de grande repercussão. O grupo foi condenado a três tentativas de homicídio, organização criminosa e corrupção de menores.

Ao final da sessão, os jurados analisaram 254 quesitos que envolviam os sete réus. Os trabalhos foram comandados pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri  da comarca de Joinville. Atuou como promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos. Os  advogados de defesa dos réus foram Adilson Buzzi, Albani Bergamini, Karthlyeen Almeida Ferreira e Samuel Cunha.

Imagens: Divulgação/Comarca de Joinville

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