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  • Sérgio Luís

DENGUE - Aumenta o número de focos em Joinville

As baixas temperaturas registradas no mês de julho não têm reduzido o número de focos positivos do mosquito Aedes Aegypt, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, tornando Joinville a cidade de Santa Catarina com o maior número de registros. Já são 2.193 focos até o início de agosto, contra apenas 806 registrados em todo ano de 2018.

Por este motivo, a Vigilância Ambiental de Joinville alerta para a importância da comunidade ficar atenta na eliminação de focos. Os principais pontos são pneus, embalagens, vasilhames, pratos de vasos, calhas e outros locais de água parada.

Dos 2.193 focos encontrados pelos agentes da Vigilância Ambiental em toda cidade, os bairros mais infestados são o Boa Vista (328), Itaum (200), Fátima (195), Bucarein (166) e Guanabara (141).

Além da ação dos agentes da Secretaria da Saúde e dos moradores, a Vigilância Ambiental também tem como estratégia a realização periódica de mutirões com ajuda de soldados do Exército. O último foi realizado no mês de junho, quando foram visitadas mais de mil residências e comércio no bairro Fátima e eliminados três mil recipientes que eram potenciais criadouros do mosquito.


Os bairros mais infestados são o Boa Vista (328), Itaum (200), Fátima (195), Bucarein (166) e Guanabara (141).

O que preocupa a Vigilância Ambiental é o crescente número de focos no inverno, quando teoricamente o desenvolvimento larvário é menor. A coordenadora da Vigilância Ambiental, Nicoli dos Anjos, enfatiza que a comunidade precisa estar atuante o tempo todo. “Os ovos do mosquito podem ficar hibernados por até 500 dias e eclodir na presença de água. Daí a importância de eliminar os focos”, afirma Nicoli.

Os registros da doença indicam que no último ano duas pessoas contraíram a dengue dentro da cidade, os chamados casos autóctones. Elas foram medicadas e curadas.

Para quem tem a suspeita de algum foco do mosquito, basta ligar para a Ouvidoria da Prefeitura de Joinville, no telefone 156, e fazer a denúncia. Caso o foco do mosquito seja confirmado, o proprietário e/ou morador recebe orientações e, se não as seguir, fica sujeito a multa de 2 a 10 UPM’s (Unidade Padrão Municipal). Em agosto, a UPM é R$ 293,90.

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