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Como o Hospital Regional se preparou para receber pacientes com Covid-19


Com a pandemia do novo coronavírus, as mudanças na rotina foram inevitáveis e no setor de saúde não poderia ser diferente. Porta de entrada para pacientes infectados pela Covid-19, os hospitais do estado tiveram que fazer diversas alterações. O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de Joinville mudou rotinas de atendimentos e espaços físicos para evitar a proliferação do vírus, tanto entre os atendidos quanto entre os profissionais.

Até o dia 15 de junho, 344 testes foram realizados no Hospital Regional. Destes, 97 foram positivos para Covid-19. Na unidade do Norte do Estado, setores como o Isolamento foram reformulados para atender os casos graves, com estrutura de UTI. Já a Cardiologia foi reservada para atendimento aos pacientes que precisam permanecer no hospital, sem demandar cuidados intensivos.


Os internados necessitam de atenção permanente, além do cuidado com medicamentos, possíveis complicações e até alteração na posição do paciente para a evolução do padrão respiratório.

Para a enfermeira Diége Matioski, responsável pelas equipes de enfermagem da CTI Covid e Covid Moderado, o desconhecimento sobre a doença é a maior dificuldade. "Acredito que o maior desafio é o medo, por se tratar de uma doença nova", comenta.

Cuidados redobrados

Já a enfermeira responsável pelo Pronto Socorro, Camila Cogrossi, comenta que o medo, mesmo que presente, pode se tornar um aliado. "Um dos desafios levantados pelos funcionários é o medo de adoecer e transmitir à família. Vejo o medo, porém, positivo no sentido do autocuidado, ou seja, eu entendo a gravidade da situação mas posso me proteger disso. É importante entender que posso e devo intensificar os cuidados, lavar sempre as mãos, usar álcool em gel, intensificar limpeza das bancadas, computadores, usar EPIs sempre e corretamente", observa Camila.

A médica responsável pelo Pronto Socorro, Suellen do Nascimento de Freitas, também acredita que o enfrentamento do desconhecido é uma das maiores dificuldades da equipe.

Atualmente, a instituição conta com 56 respiradores, itens necessários em caso de piora dos pacientes.

Mudanças na emergência

A Emergência do HRHDS também passou por uma série de transformações físicas e também de fluxo para evitar que os pacientes com sintomas respiratórios tivessem contato com os demais.

"Esse era o nosso receio como médico, pois além das patologias que atendemos diariamente como infarto agudo do miocárdio, pacientes com insuficiência renal, entre outras, agora temos os pacientes com insuficiência respiratória ocasionada pela Covid- 19", explica Suelen. #saude#saudesc#saudejoinville

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